03 mar

Em nossa laje: Bate-papo sobre feminismo, bazar colaborativo e música

Convidas: Márcia Carvalho, Maíra Barros, Marluce Araújo e Lívia Noronha
Nem mesmo a chuva ininterrupta da última sexta-feira à noite, dia 26 de fevereiro, desanimou as mais de 130 pessoas que compareceram ao evento “Liberte a sua Frida” que propôs debater na Loja Morada Da Tribu, as vertentes do feminismo, a prática do consumo consciente com o bazar colaborativo que arrecadou doações para a ONG Flores de Khalo, idealizadora do evento.
Quatro mulheres com histórias e estilos de vida diferentes compartilharam um pouco sobre as experiências de cada uma com o feminismo.
A professora, contadora de histórias e doula, Marluce Araújo falou, de forma bem humorada, sobre o parto humanizado como uma escolha que conscientiza a mulher da importância de tomar as rédeas do próprio corpo, empoderar-se como mulher, a partir da experiência de ser mãe.

A jornalista cultural, Márcia Carvalho, mãe de três meninas, contou para o público presente, a dificuldade de conciliar a maternidade com um mercado de trabalho pensado e comandado por homens. “Eu fui demitida do trabalho assim que terminou a licença -maternidade da minha terceira filha. Já ouvi de colegas homens que eles podiam ficar horas na redação porque eles não tinham filhos para amamentar.”

Já a filósofa e professora universitária, Lívia Noronha, fez um resumo histórico-cultural do feminismo negro e interseccional, em que mostrou a importância de estudar o feminismo com recorte de raça, classe social e de gênero, incluindo as mulheres trans no debate feminista. “Nós, mulheres negras, nascemos sem saber que somos negras, porque a sociedade nos ensina que é algo horrível assumir a nossa ancestralidade, a nossa origem.”
“A lei do feminicídio acaba com essa história de que mulheres morrem no Brasil por causa de crime passional. Crime passional não existe mais! O que existe é feminicídio, quando uma mulher é morta simplesmente por ser mulher.” Essa foi só uma das diversas frases esclarecedoras da advogada Maíra Barros, que trabalha com mulheres vítimas de violência doméstica.
No final do debate, todos podemos curtir o pocket show da Liège, uma das cantoras de Belém que vem se destacando na nova cena musical da capital paraense, com letras que exaltam o empoderamento feminino, destaque para a música “Filho de Gal”.
Algumas imagens:
Fotinhos
Fotos  Débora Flor
Texto de Ligia Bernar 
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